terça-feira, 16 de julho de 2013

A triste recompensa do pecado

Tragédias relacionadas à infidelidade conjugal são fartamente divulgadas. Quadros especiais, na TV, elevam o índice de audiência e contribuem para o sensacionalismo.

Lembro de um casal que vivia em constante conflito. Entre eles, o diálogo era economizado. Certo dia, o marido foi mortalmente ferido por vários disparos efetuados pelo amante da esposa.

Na UTI do hospital, enquanto recebia assistência espiritual, este homem dizia: "Pastor, como é difícil perdoar".

O rei Davi não teve escrúpulos em fazer que o marido de Bate-Seba tombasse na frente da batalha, para alcançar o seu intento pecaminoso. E, desmascarado pelo profeta Natã, Davi teve de ouvir a sentença de que nunca mais a espada se afastaria da sua casa. 

O pecado é destruidor e corrói a alma!

Rev. Adalgiso do Vale

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Fermento ou levedo?

O levedo é um fermento. O levedo demora para surtir efeito. O fermento é instantâneo. Pomos o levedo na massa e esperamos o seu crescimento. Os dois são fermentos usados para preparar a massa: pão e bolo.

Talvez queiramos que os resultados da fermentação de nosso testemunho cristão sejam rápidos como o fermento instantâneo. Partilhamos o que Deus faz por nós e esperamos mudanças imediatas na vida da outra pessoa. Porém, talvez o nosso testemunho seja como o levedo, e precise de tempo para crescer.

Devemos continuar preparando a massa e não nos desapontarmos se nosso fermento for como o levedo, e não instantâneo.

Rev. Adalgiso do Vale

sábado, 13 de julho de 2013

A parábola é mais rica do que o enigma

Conta-se que quem chegasse a Tebas, na Grécia antiga, se deparava com um monstro, a Esfinge, na porta da cidade. Esta lhe propunha um enigma. Decifrá-lo para entrar ou morrer.

Jesus Cristo, em pessoa, é a porta para o reino de Deus. Aqueles que querem entrar, ele, em lugar de um enigma, propõe uma parábola. Na parábola está o segredo da chave. As parábolas de Jesus não querem ser apenas captadas pela razão. Querem ser decifradas com o coração. Aí está a diferença do enigma, matreiro e sem sentimento. A decisão por Jesus é um ato da Graça divina, ou corremos o risco de perder o trem da vida!

Para alguns, apesar da linguagem acessível das parábolas, ela fica encoberta, para que, vendo, vejam e não percebam. Para outros é a descoberta da graciosa vida.

Rev. Adalgiso do Vale

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Reclusão ou inclusão do deficiente

Até a Idade Média as pessoas com deficiência eram exterminadas, enclausuradas ou acorrentadas em manicômios. Mais tarde passaram a ser confinadas nos seus próprios lares.

Nossa natureza humana seleciona o tempo todo excluindo o feio, o gordo, o negro e o deficiente. Alega-se a lei do mais forte que rege a natureza. A marginalização do deficiente também se encaixa na evolução através das espécies de um processo seletivo descrito por Darwin.

Hoje falamos de um novo paradigma em relação aos deficientes: a inclusão. JESUS já a praticou! Sua atitude contraria o que propõe o princípio da seleção dos mais fortes ou mais afeiçoados fisicamente. Seu ministério caracterizou-se por uma profunda e radical solidariedade justamente com os que são excluídos.
Leia Lucas 14:15-24.

Rev. Adalgiso do Vale

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O fortalecimento do relacionamento conjugal

É impressionante observar que, na língua hebraica, a Bíblia concede praticamente o mesmo significado para as palavras: "saber" e "intimidade".

Para ser verdadeiramente íntimo de alguém, não basta que se tenha contato físico. É preciso conhecer a outra pessoa. É saber como ela é, o que sente, o que gosta, o que pensa. É preciso ter noção de seus medos, suas motivações, suas frustrações e sua preocupações e alegrias.

Às vezes, o casamento se parece com "sequidão de estio". Para alteração desta situação basta a determinação em buscar conhecer de fato. É como entrar na pele do outro. Haverá conforto mesmo em meio a dores, crises e dificuldades.

Para reverter a desesperança, os dois começam a pensar em estratégias de como mudar a vida em comum. E a melhor já está posta - conhecer bem de perto a Jesus Cristo.

Rev. Adalgiso do Vale

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Será que votar resolve?

Será que trocar os políticos teremos mudanças? Ou é apenas uma grande ilusão política com que convivemos?

Será que a causa de todos os males e problemas advêm da corrupção desta ou daquela autoridade, e que para consertar o Brasil bastaria cassar alguns mandatos, ou encaminhar outros à prisão?

A corrupção é uma chaga gravíssima inerente à natureza humana, que está impregnada em todos os níveis do nosso falido sistema sócio-cultural. Para se livrar ou amenizar o índice  da corrupção não basta cortar o pescoço de ladrões. É preciso ter algo inovador que abra caminho para transformar as pessoas a um sentimento de decência, respeito e solidariedade. Votar apenas não resolve. Esta experiência é convivida por nós, eleitores, por várias décadas de anos, pois facilita a continuidade nefasta de políticos indesejáveis.

O que precisamos é de um princípio renovador de educação, de moral e temor a Deus.

Rev. Adalgiso do Vale

terça-feira, 9 de julho de 2013

Você é um poste ou um coqueiro?

Ao visitar a minha avó paterna pela primeira vez, no sertão baiano, observei no quintal de sua casa um coqueiro bem alto. No lado de fora da cerca da propriedade havia um poste de madeira, o qual era usado pela companhia de eletricidade para sustentar os fios de luz.

O coqueiro e o poste se assemelhavam - altos, retos e ambos fincados no chão. No entanto, a diferença entre eles é que o coqueiro produz fruto muito apreciado. O poste de madeira, com o tempo, apodrece.

Da mesma forma, muitas pessoas se assemelham em nome, aparência visual, etc. No entanto, alguns se desenvolvem na vida, com trabalho e honestidade, enquanto outros ficam estagnados e nada produzem.

Rev. Adalgiso do Vale